terça-feira, 23 de julho de 2013

             Poema metade
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver
O que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não tape os ouvidos
E a boca.
Porque metade de mim e o que eu grito,
Mas, a outra metade  é silencio.
Que a musica que eu ouço seja  linda, mesmo a inda que.
A tristeza.
Que a mulher que amo seja pra sempre amada,
Mesmo que distante...
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não seja ouvidas como prece
Nem repetidas com fervo.
A penas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o ouço, mas,
A outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora se transforme
Na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me correi por dentro seja um dia recompensado.
Porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão...
Que  o medo da solidão se afaste,e que convívio comigo se torne ao menos suportável.
Que o meu espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu mim lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim e a lembrança do que fui
Mas, a outra eu não sei.
Que não seja mais preciso do uma simples alegria pra me
 Fazer a quietar o Espírito.
E que o teu silencio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é a brigo, mas, a outra metade
É cansaço...
Que arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba.
E que ninguém atente complicar, porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra
É canção.
E que minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Osvaldo monte negro.

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